terça-feira, 24 de maio de 2016

CASAMENTO



Conheci "Casamento" de Adélia Prado, já faz um bom tempo...
Porém, o vi ilustrado pelo relato da minha amada Ciça, lembrando dos seus pais, assim juntinhos...limpando os peixes.

"Há mulheres que dizem:
Meu marido, se quiser pescar, pesque,
mas que limpe os peixes.
Eu não. A qualquer hora da noite me levanto,
ajudo a escamar, abrir, retalhar e salgar.
É tão bom, só a gente sozinhos na cozinha,
de vez em quando os cotovelos se esbarram,
ele fala coisas como "este foi difícil"
"prateou no ar dando rabanadas"
e faz o gesto com a mão.
O silêncio de quando nos vimos a primeira vez
atravessa a cozinha como um rio profundo.
Por fim, os peixes na travessa,
vamos dormir.
Coisas prateadas espocam:
somos noivo e noiva."


segunda-feira, 28 de março de 2016

Quando as palavras te despem...

A Moça Tecelã
Por Marina Colasanti


Acordava ainda no escuro, como se ouvisse o sol chegando atrás das beiradas da noite. E logo sentava-se ao tear.

Linha clara, para começar o dia. Delicado traço cor da luz, que ela ia passando entre os fios estendidos, enquanto lá fora a claridade da manhã desenhava o horizonte.

Depois lãs mais vivas, quentes lãs iam tecendo hora a hora, em longo tapete que nunca acabava.

Se era forte demais o sol, e no jardim pendiam as pétalas, a moça colocava na lançadeira grossos fios cinzentos  do algodão  mais felpudo. Em breve, na penumbra trazida pelas nuvens, escolhia um fio de prata, que em pontos longos rebordava sobre o tecido. Leve, a chuva vinha cumprimentá-la à janela.

Mas se durante muitos dias o vento e o frio brigavam com as folhas e espantavam os pássaros, bastava a moça tecer com seus belos fios dourados, para que o sol voltasse a acalmar a natureza.

Assim, jogando a lançadeira de um lado para outro e batendo os grandes pentes do tear para frente e para trás, a moça passava os seus dias.

Nada lhe faltava. Na hora da fome tecia um lindo peixe, com cuidado de escamas. E eis que o peixe estava na mesa, pronto para ser comido. Se sede vinha, suave era a lã cor de leite que entremeava o tapete. E à noite, depois de lançar seu fio de escuridão, dormia tranqüila.

Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer.

Mas tecendo e tecendo, ela própria trouxe o tempo em que se sentiu sozinha, e pela primeira vez pensou em como seria bom ter um marido ao lado.

Não esperou o dia seguinte. Com capricho de quem tenta uma coisa nunca conhecida, começou a entremear no tapete as lãs e as cores que lhe dariam companhia. E aos poucos seu desejo foi aparecendo, chapéu emplumado, rosto barbado, corpo aprumado, sapato engraxado. Estava justamente acabando de entremear o último fio da ponto dos sapatos, quando bateram à porta.

Nem precisou abrir. O moço meteu a mão na maçaneta, tirou o chapéu de pluma, e foi entrando em sua vida.

Aquela noite, deitada no ombro dele, a moça pensou nos lindos filhos que teceria para aumentar ainda mais a sua felicidade.

E feliz foi, durante algum tempo. Mas se o homem tinha pensado em filhos, logo os esqueceu. Porque tinha descoberto o poder do tear, em nada mais pensou a não ser nas coisas todas que ele poderia lhe dar.

— Uma casa melhor é necessária — disse para a mulher. E parecia justo, agora que eram dois. Exigiu que escolhesse as mais belas lãs cor de tijolo, fios verdes para os batentes, e pressa para a casa acontecer.

Mas pronta a casa, já não lhe pareceu suficiente.

— Para que ter casa, se podemos ter palácio? — perguntou. Sem querer resposta imediatamente ordenou que fosse de pedra com arremates em prata.

Dias e dias, semanas e meses trabalhou a moça tecendo tetos e portas, e pátios e escadas, e salas e poços. A neve caía lá fora, e ela não tinha tempo para chamar o sol. A noite chegava, e ela não tinha tempo para arrematar o dia. Tecia e entristecia, enquanto sem parar batiam os pentes acompanhando o ritmo da lançadeira.

Afinal o palácio ficou pronto. E entre tantos cômodos, o marido escolheu para ela e seu tear o mais alto quarto da mais alta torre.

— É para que ninguém saiba do tapete — ele disse. E antes de trancar a porta à chave, advertiu: — Faltam as estrebarias. E não se esqueça dos cavalos!

Sem descanso tecia a mulher os caprichos do marido, enchendo o palácio de luxos, os cofres de moedas, as salas de criados. Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer.

E tecendo, ela própria trouxe o tempo em que sua tristeza lhe pareceu maior que o palácio com todos os seus tesouros. E pela primeira vez pensou em como seria bom estar sozinha de novo.

Só esperou anoitecer. Levantou-se enquanto o marido dormia sonhando com novas exigências. E descalça, para não fazer barulho, subiu a longa escada da torre, sentou-se ao tear.
Desta vez não precisou escolher linha nenhuma. Segurou a lançadeira ao contrário, e jogando-a veloz de um lado para o outro, começou a desfazer seu tecido. Desteceu os cavalos, as carruagens, as estrebarias, os jardins.  Depois desteceu os criados e o palácio e todas as maravilhas que continha. E novamente se viu na sua casa pequena e sorriu para o jardim além da janela.
A noite acabava quando o marido estranhando a cama dura, acordou, e, espantado, olhou em volta. Não teve tempo de se levantar. Ela já desfazia o desenho escuro dos sapatos, e ele viu seus pés desaparecendo, sumindo as pernas. Rápido, o nada subiu-lhe pelo corpo, tomou o peito aprumado, o emplumado chapéu.
Então, como se ouvisse a chegada do sol, a moça escolheu uma linha clara. E foi passando-a devagar entre os fios, delicado traço de luz, que a manhã repetiu na linha do horizonte.

Para Maurício...Que enxergou na minha história, fios desta.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Bom Dia, com Amor!


Escrevi você dentro da minha ESPERANÇA mais pura.

E TE ESPEREI na noite inaugurada de uma final de semana cultivado. 

Sei que precisava estar pronta enquanto o seu ser se preparava para a CORAGEM porque nós é que sabemos dos nossos longos voos e da intensidade de cada mergulho. 
Escrevi nossa história em páginas de AMOR resignificado. Reaproveitamos o passado até deixá-lo ir: ficamos com o aprendizado. Guardei todo o espaço em branco para que escrevêssemos  juntos. Inteiros. Precisos na carícia arrendondada de cada frase e da nossa nova fase. Inconsequentes?, Coesos! Pacientes, mas ENTUSIASMADOS. E, hoje sabemos que, assim juntinhos, teremos todas as licenças poéticas para fluir lado a lado. 

Te RECEBO, ACEITO e AGRADEÇO...

Você foi e continua sendo a melhor notícia que eu "leio" a cada manhã.



 :o)

domingo, 10 de janeiro de 2016

Sou!



Vou pela VIDA 
Assim...desinibida
Carregando flor,
Sou meio Frida
Meio Cecília
Meio Amélia
Meio Ofélia 
Meio Mona
Meio dona
Meio princesa
Meio Tereza
Meio fera 
Meio donzela

E toda AMOR!




Mandingas

Das "mandingas" que mais gosto...
Colher PALAVRAS e cultivar ERVAS!
Emoticon heart
Benzer também é fazer poesia.
É um jeito de tocar alguém e ungi-lo de um belo e perfumado poema,
em forma de reza.
Ser poeta é ter o dom de colocar no movimento das palavras, tudo o que há de mais belo no ser humano.
Benzer é tornar-se tudo o que há de mais belo,
para poetizar a alma do outro.
É contemplar a beleza em seu olhar e agradecer!
É encontrar o canto em se falar, e agradecer!
É sentir a amorosidade em seu coração e agradecer!
Benzer não é pedir.
Benzer é agradecer!
Benzer é poetizar a angústia e transmutá-la em beija-flor.
Benzer é rimar a dor e transformá-la em flor!
Toda benzedeira é poeta!
Poeta da cura.
Poeta da alma.
Poeta da Ciranda de Gaia...
Poeta da batida no tambor.
Poeta das ervas!
Poeta do caldeirão!
Toda poetiza é benzedeira.
Benzedeira do olhar.
Benzedeira das palavras.
Benzedeira que tece com lápis e papel, a alma e o coração dos que precisam de rezo e pão!
(Porque..."nem toda feiticeira é corcunda"!! ha ha)

Para Celina Maria, minha "tia do coração" por me mostrar a alquimia perfeita do Bem Querer.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Dos Sonhos



Sonho com uma percepção aflorada para tatear o caminho. 

Sonho com tantos abraços que viram ninho e fazem o sentimento voar. Sonho sonhos frescos, revigorados, restaurados dentro de uma esperança que faz cosquinha e arranca riso, que faz o riso virar lar. 

Sonho em abrir os frascos das vontades guardadas, das querências amassadas, das promessas vencidas e libertar tudo o que ainda aprisiona o que sinto...

Sonho com um olhar novo todo dia, que não se canse mesmo quando os amanheceres não acordem uma manhã de sol.

Sonho com menos pessoas rasas e mais sentimentos profundos. 

Sonho com colo do destino, cafuné que faz sonhar antes de dormir. 

Sonho com encontros, encantos, embalos e qualquer movimento que facilite meu acesso à paz... 

Sonho com mais mãos dadas e menos julgamento, mais riso frouxo e menos cobrança, mais passeios dentro da nossa criança para perceber-nos frágeis. 

Sonho com um céu com cortina de estrelas pra iluminar mais os medos que acordam de noite. 

Sonho em jogar a rede no mar para arrastar pra perto um tanto de afeto que estava afogado. Que estejamos abertos, que saibamos o alfabeto inteiro antes de pronunciar as palavras. Que estejamos atentos para saber perceber que dentro de um olhar inteiro, pode se pronunciar também tudo que não é dito...
Sonho ainda em nunca perder esse meu jeito exagerado e até meio desajeitado de querer abraçar o mundo, de cuidar de todos, mesmo quando muitas vezes esqueça de mim. 

Sonho sim... sinceramente um "novo ano novo", onde possamos gentilmente abrir mão do "não" e saber-nos gratidão dentro da simplicidade de um SIM.


sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Gente de "BOM AMOR"

Deus é alegria. Uma criança é alegria. Deus e uma criança têm isso em comum: ambos sabem que o universo é uma caixa de brinquedos. Deus vê o mundo com os olhos de uma criança.Está sempre à procura de companheiros para brincar.-Rubem Alves
Dia desses, encontrei um amigo querido...que não via a um bom tempo. Abraço afetuoso. Me conta da vida. Quis saber da minha. Falo das mudanças. Tento resumir para ele (e para mim!) Um ano que foi repleto de "pequenas felicidades". Falo do quanto sou Grata por tudo. Inclusive, por tê-lo encontrado. Meu amigo, conta com um sorriso no rosto, que a mãe, afirma que existem as pessoas de bom humor... Mas há também, gente de BOM AMOR! 
Achei lindo...e passei a pensar nos últimos dias, nas pessoas de Bom Amor que eu conheço. 
Constato com alegria que tem muita gente  bonita nesse mundo... Conheço (que bênção!) tanta gente com a Alma perfumada. 
Gente com jeito de acalanto que a paz embala. De passeio na mata fresquinha. 
Gente de verdade, verdade incontestável...
Gente que pensa bonito, escuta bonito, sente bonito e lógico, faz mais bonito ainda!
Gente que semeia generosidade, entusiasmo, harmonia, paz, alegria...
Gente que por onde passa, faz florescer Gratidão! 
Gente assim toca todas as coisas com os dedos da amorosidade.
Ao lado de, gente de BOM AMOR percebemos que a sensualidade é um perfume que vem de dentro e que a atração que realmente nos move não passa só pelo corpo. Corre em outras veias. Pulsa em outro lugar. Ao lado delas, a gente lembra que rir faz bem... E solta o riso feito menino arteiro. Desperta outros risos também.
Ontem foi véspera de Natal... Para a Cia Cheios da Graça, um dia especial para semear o BOM AMOR!
Nosso amado Pirulino, acordou cedo. Foi maquiado caprichosamente por Amanda. Fez graça, sorriu, distribuiu abraços aos seus. Encontrou a trupe da Alegria no Hospital Infantil...Ping, Pong e Keka o esperavam.
Sementes de BOM AMOR compartilhadas!
Pirulino voltou feliz...pensativo...Penso que está assentando as sementes recebidas em seu coração de menino palhaço.
Cia Cheios da Graça são GENTE DE BOM AMOR...que fazem  nascer e renascer o melhor  de si. 
FLOR ESSÊNCIA que inspira!


Para Leo, Dani, Bárbara, Fábio e Alexandre...risonho exemplo de pessoas 
BEM "AMORADAS" :o)

domingo, 13 de dezembro de 2015

Uma ESTRELA...Felicidade nossa de cada dia!


Para uma árvore de Natal nada convencional... Uma estrela diferente.
Fiz uma estrela de retalhos coloridos. Foram sessenta losangos de papelão revestidos de tecidos das mais diversas cores e estampas. Unidos por pontos delicados deram forma a uma Estrela, que como tudo por aqui...também tem muito de POESIA!

A cada retalho colado...costurado...Um exercício trazendo bons sentimentos.

Pensei na "Redeterapia". Como parte da rotina, fechando o dia com pétalas de GRATIDÃO. 
No mínimo três motivos para agradecer são verbalizados. Rede, Brisa gostosa, plantas, bichos. Sorrisos. Pensei que cada um daqueles retalhos, estaria representando naquela ESTRELA estas PEQUENAS FELICIDADES! 
Inclui retalhos de AZUL...trazendo toda a HARMONIA  desta nova fase da vida.

Coloquei na estrela, junto com os pedaços da cor ROSA, em tons diferentes...as palavras carinhosas, olhares de amorosidade, a festa do encontro, a surpresa, os gestos de companheirismo, delicadezas bordadas. Tanto AMOR...! SER AMOR!

Com retalhos de LILÁS e  ROXO o exercício diário da ESPIRITUALIDADE, nossos momentos de prece e de Gratidão. Feitas de forma compartilhada, concentrada e com muita emoção.

FORÇA e ENERGIA em retalhos de LARANJA. O sentimento que nos move, impulsiona e promove a criatividade derramada por aqui.

A ALEGRIA do encontro! Tantas foram as pessoas amadas  que nos presentearam com suas presenças. Na cor AMARELA, a AMIZADE... sorrisos felizes, música, velhos e novos amigos...Braços abertos. Acolhida!

O exercício diário do ZELO e da ESPERANÇA nos tons de VERDE que compõe a Estrela. Cuidar de si. Escolher o que faz bem. Cuidar do outro. Dos bichos, das plantas...Cuidar da vida!

Momentos de SERENIDADE, resultado de meditação, de bons pensamentos...representados pela cor AZUL...a cor que também nos lembra a SAÚDE e a superação de desafios para merecê-la.

Estar bem consigo e com o outro...Sentir o BEM ESTAR que isso promove. PAZ e HARMONIA na cor BRANCA, equilibra também a nossa estrela.

A PAIXÃO que nos move, representada na cor VERMELHA. Continuo APAIXONADA pela VIDA! Parafraseando Graciliano Ramos..."Comovo-me em excesso, por natureza ou por ofício. Acho medonho alguém viver sem paixões".

Contemplando o trabalho concluído me  emociono com o resultado. Uma estrela multicolorida rodopia lentamente sob uma aceroleira enfeitada- nossa árvore de natal. Procuro então descobrir, entre tantas, qual seria a cor da FELICIDADE... E descubro então, que ela está ali, bem diante dos meus olhos...
A Felicidade é multicolorida! 
Tem nuances de sol, de som, de sim! 
E nesta mistura linda de bons sentimentos, continuamos nos cercando de boas intenções. 
Nos enchemos de luz. Somos o BRILHO desta ESTRELA. Refletindo a GRATIDÃO!

          


Para Amanda, minha Estrela cintilante!!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Ainda sobre Flores Amarelas


Gosto dos ipês de forma especial. Questão de afinidade. Alegram-se em fazer as coisas ao contrário. As outras árvores fazem o que é normal – abrem-se para o amor na primavera, quando o clima é ameno e o verão está prá chegar, com seu calor e chuvas. O ipê faz amor justo quando o inverno chega, e a sua copa florida é uma despudorada e triunfante 
exaltação do cio. “-Rubem Alves

Num domingo desses, retornando do almoço na casa dos meus pais, tomamos um caminho diferente do que de costume. Quando dei por mim, estávamos “levando nossos olhos para passear”. Quanto encantamento! A cada esquina dobrada suspiros e interjeições de contentamento. O bairro onde moramos estava com suas ruas vestidas de amarelo pela florada dos ipês. Passeamos por longos minutos contemplando os galhos iluminados das árvores. Iluminadas também estavam as calçadas. Iluminado também ficou o nosso olhar.

Ah...as Flores amarelas! Elas marcaram meu ano... "Sementes de flores amarelas” espalhadas por toda rede municipal de ensino...Centros de Educação Infantil, Escolas, Penitenciária e Centros de Recuperação... Difícil quem me conheça e ainda não tenha me ouvido contar a “Última Flor Amarela”. Passei a relacionar a florzinha teimosa descrita por Caulos em seu livro, com atitudes entusiastas e de esperança que ainda podemos encontrar.  No sentido figurado, desenhado por mim...uma certa flor amarela nos habita, ora murcha e machucada, ora mais amarela do que nunca...e perfumada!
Sim, muitos são os “jardineiros"... e tantas as flores amarelas.

Flores Amarelas da preservação, encontradas na Índia, onde o tribunal de Nova Deli, decidiu que pássaros têm direito de viver com dignidade fora de gaiolas, voando livremente. Decidindo assim, que a comercialização de pássaros em gaiolas é uma violação dos seus direitos.

Flores Amarelas de zelo e esperança, cultivadas através do trabalho da Doutora Ana Cláudia Quintana Arantes, médica geriatra de São Paulo, que prescreve POESIA na lida diária com a morte. Uma incrível experiência profissional e afetiva com pacientes terminais. "O estado de amorosidade do ser humano deveria se tornar algo como a temperatura ou o pH do sangue: perene, necessário ao bom funcionamento de todos os nossos sistemas, internos e externos," diz ela.

Linda e perfumada, a Flor Amarela entusiasta da professora Mariana Coral, que teve o trabalho reconhecido nacionalmente por estimular as crianças (bebês!) de um Centro de Educação Infantil de Joinville para o processo de ensino e aprendizagem a partir dos elementos da natureza.


Flores amarelas dentro e fora de nós... Precisam de adubação contínua.
Existe sim, um jeito de adocicar a aridez com afeto. E eu fico olhando os ipês em flor, o brilho nos olhos das crianças, iniciativas que inspiram, que até esqueço as notícias do mundo que é tão vasto, mas insistem em dar um foco extremo no que há de trágico nele.

Há de se alimentar o olhar e a esperança com sementes, e flores e poesia. Ficamos assim, mais ricos interiormente. E, ficando mais ricos, podemos sentir mais alegria e dar mais alegria. 
Um belo sentido para a existência. 
Cultivemos e contemplemos nossas flores amarelas...
"Quando a gente abre olhos, abre-se as janelas do corpo e o mundo aparece refletido dentro da gente"- Quem ensina é o Mestre, que teve suas cinzas depositadas aos pés de um ipê amarelo.




Para Jura Arruda, sensibilidade admirável.
Para Marisa Toledo, por adubar a "minha flor' com toques positivos.




quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Meu "Seu Flávio"

"O essencial, faz a vida valer a pena." - Rubem Alves

Ele é tão lindo! Tem os cabelos prateados...olhos da cor do céu. Sorri com o rosto todo! Meu PAI.
É brincalhão, simpático e tem um coração maior que ele.
Quando eu era criança, meu pai trabalhava duro em uma madeireira. Tinha as mãos grossas, calejadas. Morávamos em uma vila repleta de casinhas azuis. A nossa era diferente, no pequeno quintal, disputavam espaço, uma grande variedade de árvores. Tinha amoreira, caquizeiro, pessegueiro, laranjeira e um limoeiro que garantia os limões da caipirinha domingueira de toda a vizinhança. Durante a semana, quando meu pai não fazia serão, eu o esperava no portão. Me emociono lembrando o tamanho do fardo de lenha que trazia nas costas... A lenha garantia o fogo no fogão, em noites frias do inverno canoinhense. Ainda assim, com todo o peso nas costas, ele segurava a minha mão. Seguíamos os dois pela rua estreita... eu mal cabia em mim de tanto orgulho: Como meu pai era FORTE!
Trabalhava muito. Precisava construir a NOSSA casinha. Boa parte da construção fez com as mesmas mãos calejadas. Aos sábados, domingos...e também a noite. O cheiro bom da tinta, ainda me faz lembrar das pinceladas vigorosas, dadas por ele nas paredes da nova casa. 
Em boa parte da minha infância, não tivemos TV. Ao redor do fogão a lenha, muitas histórias. Uma infância difícil. Travessuras com os irmãos. As pescarias. Em cima do fogão, uma panela de sopa com legumes fresquinhos, colhidos na horta cultivada por ele e minha mãe...ou uma sapecada de pinhão. Depois, uma rodada de pife, ou jogo de palitos. Ah! Meu pai sempre foi um desenhista talentoso. Desenha os bichos do mato como ninguém. Utilizava a ilustração para me contar histórias. Amava estes momentos.
Religiosamente aos domingos, missa. Sempre admirei sua fé. A voz afinada ajudava a conduzir as celebrações. E como canta bonito, esse meu pai!
Com o passar do tempo, descobri também um pai avô. Aí ele experimentou de tudo com a neta. Tocou gaita de boca, embalou, cantou pra dormir, colheu cenoura da horta, porque "fazia bem para os olhos". Colocou a neta na bancada com ferramentas e Amanda divertia-se com a infinidade de possibilidades com os pequenos imãs, roelas e parafusos.  Levou a neta para a escola de bicicleta, fazendo "embaladinhas". 
Amanda em um dia dos Pais, me diz que também gostaria de presentear o avô. E me pede com emoção: "Divide o teu pai comigo?" Meu pai sempre foi referencial de Ser Humano, para os irmãos e amigos, para minha irmã, para mim e também para a minha filha. 
Nossa relação cresceu muito depois de um problema de saúde que ele teve. Tive a possibilidade de cuidar dele, foi a minha vez de torcer para que o seu coração batesse forte e saudável.
Sua relação com a natureza me encanta. Difícilmente é possível encontrá-lo sem que esteja com as mãos sujas de terra. Cultiva uma horta linda! Repleta de uma diversidade incrível de flores, alimentos e ervas medicinais. Brinca ali com a rotação de culturas. Aprende com a Mãe Natureza, a gentileza. Distribui os frutos que colhe da terra para a vizinhança toda..."Cobrar? Não! Se a Terra me dá, como posso cobrar??"Em vários pontos do quintal..."Restaurantes da Canção", bananeiras para as saíras, flores para os beija-flores. árvores para novos ninhos. Aproveita a água da chuva, enterra as cascas. Tem um galo que canta bonito e algumas galinha poedeiras. O zelo está no seu dna. Seu mais novo empreendimento é um forno a lenha. Mostra orgulhoso o feito. Felicidade com simplicidade, aprendi com ele! 
No domingo vou abraçá-lo novamente, cheirar seu cabelo, beijar seu rosto e vou mostrar-lhe este texto...É sempre assim que acontece...ELe ouve com uma atenção quase infantil. Toda poesia que eu sopro por aí, foi primeiramente compartilhada com ele. Me olha bonito, sorri gostoso, ou disfarça alguma lágrima teimosa. 

Pois é, quando criança...achava que meu pai era um herói. Hoje eu tenho certeza.


Minha homenagem a Alice e João, por eles...ele, meu Pai

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

MERECE!!

Agradecer. Sempre.
Mas agradecer verdadeiramente: as pessoas, os dias, as palavras, a vida. 
Degustar com os cinco sentidos o sexto. 
Absorver dos pés aos ouvidos cada segundo de tempo: uma breve ocasião, um longo momento. 
Estar presente, estar consigo, estar contido, mas esparrAMAR-SE com o vento. 
Perceber a sintonia do acaso, ter com o bem-estar um caso: de loucura, de ternura, de Gratidão.
Gostar de saborear o sentimento, na pluma da delicadeza. Bem-querer com verdade é da nossa natureza.
Em meio a tanta GRATIDÃO...Ouvi dos gaúchos em Pelotas, algo que trouxe comigo. A cada agradecimento meu, não ouvia um "Por nada"..."Não tem de que"... mas sim..."MERECE"!
Jeito mais lindo de expressar Gentileza..."GRATIDÃO"! -"MERECE"!
Passei a acreditar, sem pretensão nenhuma, que somos MERECEDORES de tudo aquilo que nos provoca o riso, o brilho no olhar.
Entregar-se à gentileza. Conhecer a simplicidade de tudo que  está explícito, abandonando os pré- conceitos as leituras superficiais da cena, abrir espaço para o novo, perder-se das certezas. 
Agradecer. Mas agradecer com uma intensidade sem peso, drama, jogos, teias, regras, tramas.
Agradecer. Sentir. Estar. Gostar. Conhecer...
Saber ir, bem-querer ficar.
O que vier de bom...Você MERECE!


Para Rute e Ademir,pelotenses amados, com admiração e afeto.
Aos alunos, professores e amigos da E.E.E.M.Santa Rita, 
pela "Flor Amarela" que eu vi brotar.





sábado, 21 de novembro de 2015

REVERDEJAR!

"Quando percebes a natureza apenas com a mente, por meio do pensamento, não podes sentir sua plenitude de vida, seu ser. Unicamente vês a forma e não estás consciente da vida que a anima, do mistério sagrado. O pensamento reduz a natureza a um bem de consumo, a um meio para conseguir benefícios, conhecimento, ou a algum outro propósito prático.
Observa, sente um animal, uma flor, uma árvore, e vê como descansam no Ser. Cada um deles é ele mesmo. Eles têm uma enorme dignidade, inocência, santidade. No momento em que olhas além dos rótulos mentais, sentes a dimensão inefável da natureza, que não pode ser compreendida pelo pensamento.
É uma harmonia, uma sacralidade que além de preencher a totalidade da natureza, também está dentro de ti." -Eckhart Tolle

Tenho nos últimos anos, me colocado como aprendiz da Mãe Natureza. Um exercício diário que provoca encantamento e a Paz que eu necessito pra viver.

Desenvolvemos na "Escola Flor" um canteiro permacultural, que convidava a criançada à tocar a Terra...Berços ao invés de covas. Sementes carinhosamente acolhidas pelo solo, despertavam a atenção, a contemplação...o olhar e a alegria! Não se fazia necessário uma discussão formal sobre Bulling, por exemplo. A terra acolhia a semente que alimentava toda gente, que era cuidada pelas crianças, que aprendiam com esta experiências a cuidarem de si mesmas e dos outros. O respeito às diferenças num canteiro onde predominava a Diversidade.

Na mesma Escola, recebi a visita da amiga de uma amiga. Leila visitou e fotografou todos os espaços, horta, bosque, jardim, orquidário... Ao término mostrou-me parte das imagens captadas em seu celular. Inúmeras flores, das mais variadas formas, tamanhos e cores...Disse que buscava forças naquele tão Jardim Encantado. A partir do dia seguinte, iniciaria uma batalha contra um câncer em sessões de quimioterapia...

Em uma inserção ao Eu Feminino, na Ciranda de Gaia...trouxe do Espaço Clarear-Balneário Camboriú,  uma muda de Fisalis, pequena e frágil, exigiu minha atenção e cuidado. Hoje já é uma arvorezinha e exibe os primeiros frutos. A planta florindo e frutificando, faz vibrar os compromissos assumidos com Gaia, com os que me cercam. Comigo mesma.

No mesmo vaso da Fisalis depositei três bulbos adormecidos de Narciso, uma belíssima Flor Amarela, oferecidos a mim como presente por Dora, amiga querida. Os bulbos, aparentemente sem vida, me surpreenderam hoje com a brotação. Esperança e entusiasmo renovados!

No retorno da minha ida a Pelotas, encontro minhas petúnias numa explosão de cores, que após uma boa rega...me mostram o quanto precisamos de alegria (e de água!!). Já minhas orquídeas lentamente mostram suas pequenas folhas e raízes. É preciso paciência. E a floração é apenas parte do processo. Estão lindas assim, verdes e brilhantes.

A Hemerocállis Roseana Murray, materializou há anos atrás a amorosa homenagem de uma comunidade escolar inteira, à poetisa, mulher, amiga. Poesia cultivada, plantada para sempre em terras joinvillenses.

Silvane Silva, a Hemerocállis lançada pela Agrícola da Ilha no ano passado, me trás um sinal, continuar semeando flores, poesias e abraços. Veio junto a Gratidão que continua reverberando em mim a cada dia.

Temos no Aconchego, uma roseira de flores brancas... que anunciam a chegada de pessoas muito queridas. Florescem sempre antecipando abraços demorados e risos de contentamento. Ultimamente ela não deixa de florir! Para quem chega, tem sempre um chazinho de alecrim fresco, ou um patê de ervas, frescas também. Exercito assim, a sacralidade da acolhida, do "estarmos juntos".

Nossa árvore de Natal, este ano será uma jabuticabeira, viva! Carregadinha de desejos, iluminada por nossos sonhos... enfeitada por quem chegar. Resignificados...

Entre as plantas aqui de casa, uma floreira com terra escura e adubada, aguarda novas mudas e sementes... Meu coração também aguarda o que está por vir, mãos na terra, muitas ideias na cabeça, coração repleto de gratidão!

Fábio diz que tenho o "dedo verde"...A Hemerocállis Silvane tem a "garganta verde"...
Sinto a Alma verde! REVERDEJAR é preciso! 
Pois quando reconhecemos a sacralidade, a beleza, a incrível quietude e dignidade que existem em uma flor ou em uma árvore, acrescentamos algo a esta flor ou a esta árvore e ela à nós. 
Somos todos mestres e aprendizes...naturalmente.





sexta-feira, 20 de novembro de 2015

GAE-UFPel: Canteiro de Arte, Cidadania e Sustentabilidade!


"E não esqueça que a Terra adora sentir seus pés descalços e o vento se diverte em brincar com seus cabelos". – Khalil Gibran.


Estive na Bienal Internacional de Arte e Cidadania em Pelotas, no Rio Grande do Sul, para um troca de experiências com o GAE- Grupo de Agroecologia da Universidade Federal.

Um caminho natural. Um convite à inserção. Placa com letras coloridas dá as boas vindas e o recado "Resignifique o Universo" é estampado em uma pia reutilizada para a função. Ao lado, um espiral de ervas...foi possível sentir o cheiro bom da hortelã. Abraços me acolheram... 


O encontro aconteceu aos pés da mata...o data show, instalado entre as árvores, bancos improvisados em troncos de madeira, fogo de chão, chimarrão compartilhado, um cão pedindo e recebendo carinho. Passarinhos, muitos!
O espaço mencionado é ocupado pelo Grupo de Agroecologia da Universidade Federal de Pelotas, em Capão do Leão-Rio Grande do Sul. Um laboratório vivo. Uma sala de aula ao ar livre. Estou em casa.
Nada de teoria. Os Universitários me falam sobre as ações que acontecem por lá. São afetuosos, cordiais...e tem uma Energia contagiante. Não tive dúvidas, despi meus pés e também a alma. 
Abracei a "tribo" que me acolheu!
Ana Paula da Silva introduziu a minha prosa, com sua linda voz, somada a voz de todos...FORÇA era o que a canção pedia.
Levei minhas histórias. A experiência que fez com que eu me apaixonasse pelo Planeta Terra. Falávamos a "mesma língua", Foi o que senti. Diálogo de olhos que brilham. De emoções compartilhadas. Entre saberes. Construções e desconstruções. 
A "sala de aula" onde estive, é um espaço propício para o exercício da religação com a essência da vida, ao mesmo que desperta, integra, os demais cursos...tudo isso permeado por poesia, música e boas ideias compartilhadas. Conhecimento aliado a ações. 

Acredito que a educação por uma vida sustentável estimula tanto o entendimento intelectual da ecologia, como cria vínculos emocionais com a natureza. Por isso, ela tem muito mais probabilidade de fazer com que nos tornemos pessoas responsáveis e realmente preocupados com a sustentabilidade da vida, que sejamos capazes de desenvolver uma aplicação dos nossos conhecimentos ecológicos à reformulação das nossas tecnologias e instituições sociais, de maneira a preencher a lacuna entre a prática humana e os sistemas da natureza ecologicamente sustentáveis. 
O Grupo de Agroecologia da UFPel, forma uma rede onde cada membro dá sua contribuição ao projeto. Um projeto que vem somando  conquistas...reverberando em outros espaços informações técnicas e vivências de como ser um ser humano completo no mundo natural. Talvez a experiência do GAE, da "Escola Flor" e tantas outras espalhadas pelo Brasil contenha pistas sobre como outras instituições governamentais ou não, poderiam criar um sistema de educação que não apenas formasse pessoas capazes de vencer provas, mas que também tivessem a chance de se tornarem pessoas mais humanas.


Toda GRATIDÃO..
Ao professor Zé Éverton, que com seu olhar sensível, fez a ponte entre Joinville-SC e Pelotas-RS
Ao GAE-Grupo de Agroecologia da UFPel pela feliz troca de experiências
À querida, Sarah Dorneles da Silva, por me ceder suas imagens poéticas...






quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Pérolas...


"Maria Jiló" é uma senhora de 92 anos, miúda e tão elegante , que todo dia às 08 da manhã ela já está toda vestida, bem penteada e discretamente maquiada, apesar de sua pouca visão.
Hoje ela se mudou para uma casa de repouso: o marido, com quem ela viveu 70 anos, morreu recentemente e não havia outra solução.
Depois de esperar pacientemente por 02 horas na sala de visitas, ela ainda deu um lindo sorriso quando a atendente veio dizer que seu quarto estava pronto. Enquanto ela manobrava o andador em direção ao elevador, a atendente deu uma descrição do seu minúsculo quartinho, inclusive das cortinas floridas que enfeitavam a janela.
A senhora a interrompeu com o entusiasmo de uma garotinha que acabou de ganhar um filhote de cachorrinho:
- Ah, eu amo essas cortinas!
- Dona "Maria Jiló", a senhora ainda nem viu seu quarto. Espera um pouco...
- Isto não tem nada a ver, - ela respondeu - felicidade é algo que você decide por princípio. Se eu vou gostar ou não do meu quarto, não depende de como a mobília vai estar arrumada. Vai depender de como eu preparo minha expectativa.
- E eu já decidi que vou amar. É uma decisão que tomo todo dia quando acordo.
- Sabe, eu posso passar o dia inteiro na cama, contando as dificuldades que tenho em certas partes do meu corpo que não funcionam bem...
Ou posso levantar da cama agradecendo pelas outras partes que ainda me obedecem.
- Simples assim? - pergunta a atendente.
- Nem tanto; isto é para quem tem autocontrole e todos podem aprender. Exigiu de mim um certo 'treino' pelos anos afora, mas é bom saber que ainda posso dirigir meus pensamentos e escolher, em consequência, os sentimentos.
Calmamente a senhora continuou:
- Cada dia é um presente, e enquanto meus olhos se abrirem, vou focalizar o novo dia, mas também as lembranças alegres que eu guardei para esta época da vida. A velhice é como uma conta bancária: você só retira aquilo que guardou. Então, meu conselho para você é depositar um monte de alegrias e felicidade na sua Conta de Lembranças. E, aliás, obrigada por este seu depósito no meu Banco de Lembranças. Como você vê, eu ainda continuo depositando e acredito que, por mais complexa que seja a vida, sábio é quem a simplifica.
Depois ela pediu para anotar: 

COMO MANTER-SE JOVEM
1. Deixe fora os números que não são essenciais. Isto inclui a idade, o peso e a altura. Deixe que os médicos se preocupem com isso.
2. Mantenha os amigos divertidos. Os depressivos procure ajudar se puder.
3. Aprenda sempre. Aprenda mais sobre computadores, artes, jardinagem, o que quer que seja. Não deixe que o cérebro se torne preguiçoso.
'Uma mente preguiçosa é a oficina do Alemão.' E o nome do Alemão é Alzheimer!
4. Aprecie mais as pequenas coisas. Aprecie mais.
5. Ria muitas vezes, durante muito tempo e alto. Ria até lhe faltar o ar. E se tiver um amigo que o faça rir, passe muito e muito tempo com ele/ela!
6. Quando as lágrimas aparecerem. Aguente, sofra e ultrapasse. A única pessoa que fica conosco toda a nossa vida somos nós próprios. VIVA enquanto estiver vivo.
7. Rodeie-se das coisas que ama: a família, animais, plantas, hobbies, o que quer que seja.
8. Tome cuidado com a sua saúde:
Se é boa, mantenha-a.
Se é instável, melhore-a.
Se não consegue melhorá-la, procure ajuda.
9. Não faça viagens de culpa. Faça uma viagem ao centro comercial, até a um país diferente, mas NÃO para onde haja culpa.
10. Diga às pessoas que as ama, e que ama cada oportunidade de estar com elas.

(Desconheço a autoria)